«Tenho pensamentos que, pudesse eu trazê-los à luz e dar-lhes vida, emprestariam nova leveza às estrelas, nova beleza ao mundo, e maior amor ao coração dos homens» Fernando Pessoa

Blog da Sara

31
Ago 08

Um dia recebi o IF das mãos de minha Mãe. É-me tão sagrado que não sei onde o pus. Prometo que quando encontrar porei aqui com a letra dela para não guardar o que é bom só para mim. Agora fui fiel a minha memória. Quero que seja para todos mas quero que hoje seja especialmente para ti Márcia e para ti Sara.

 
Se
Se consegues manter a calma quando
Todos à tua volta a perdem e te culpam por isso,
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos de ti duvidam,
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas;
Se consegues esperar sem te cansares com a espera,
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias;
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio,
E, mesmo assim, não pareceres paternalista nem presunçoso:

Se consegues sonhar e não ficares dependente dos teus sonhos;
Se consegues pensar – e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas;
Se consegues defrontar-te com o Triunfo e o Desastre
tratando-os como impostores que são;
Se consegues suportar ouvir a verdade que disseste,
deturpada, por canalhas, em armadilha para enganar os tolos,
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida,
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas:

Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste
Numa única cartada,
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio,
Sem lamentar o que perdeste;
Se consegues que nervos e coração te sirvam
e tenham força para aguentar mesmo quando já exaustos,
E continuares, quando em ti nada mais resta
Que a simples vontade de Vencer

Se consegues falar a multidões sem te corromperes,
Ou privares com reis sem perder a naturalidade e a humildade,
Se consegues que nunca te ofendam
Sejam inimigos, ou amigos queridos;
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas;
Se consegues preencher cada minuto
Com sessenta segundos intensamente vividos,
É tua a Terra toda e o que nela existe,
E – o que é mais ainda –
Serás um Homem – meu filho.
Rudyard Kipling
 
Obrigada Mãe por me ter ensinado isto. Serei eu uma Mulher minha Mãe?
Maria Teresa
.
publicado por Sara e Teresa às 21:46

30
Ago 08

Amiga

Bestial

Corajosa

Doida (saudavelmente doida)

Empenhada

Forte

Garra

Honesta

Incansável

Jovem

Kool (xD)

Loucamente sã

Motivadora

Novo espírito

Omnipresente (tanto quanto pode)

Paciente

Que chata (é o que me diz lol)

Refilona (quando mereço)

Sonhadora

Talentosa

Uau

Vontade

Xoné (depois de me aturar)

Worten sempre

Yuipii

Zzzzzz

 

 

Sara Quelhas

 

publicado por Sara e Teresa às 00:09

29
Ago 08

A – Amiga; acreditar

 

B - Blogs
C - Confiança
D – Deixa-me Amar
E - Escritora
F – Fernando Pessoa
G - Grande
H - Humana
I – Importante para mim e Inteligente
J - Justiça
L - Leal
M - Mãe
N – Nobre de sentimentos
O – Oh!
P – Paula Lobo Antunes; Pura
Q - Querida
R - Rir
S - Sonho
T - Teimosia
U – União
V - Vocação
X - XD
Z – Zarpa Maria Teresa
publicado por Sara e Teresa às 00:27

28
Ago 08
Return To Innocence - enigma

Joguei sem saber, perdi sem querer. Ousei o impossível e obtive o possivelmente aceite. Quis ser mais e acabei com o menos que ninguém queria. Peguei num papel e caneta e escrevi, então, a minha história.

 

Na monotonia extrema de uma espera infinita, sentada algures no meio do ar puro que me rodeava, anseei o inesperado, desejei poder possuir aquele momento para sempre - mas ninguém se lembrou de mo oferecer ou partilhar comigo. Desesperei.

 

Procurando um futuro incerto, algo mais do que um simples presente, penetrei no passado que procurara esquecer. Cansada da vida, chamando a morte, outra oportunidade me foi dada a viver.

 

Lançando palavras soltas, algures num vazio omnipresente senti-me de novo só e abandonada. Eu bem pedia, mas ninguém chegava. Tiros livres, presas frágeis - fiquei presa e amarrada à realidade que tentara modificar.

 

 

E depois de palavras trocadas, cartas soltas sobre a mesa, observo o horizonte. Acredito que ainda vale a pena (até sinal em contrário).

 

 

Sara Quelhas

(Saudavelmente perturbada)

 

publicado por Sara e Teresa às 20:13

27
Ago 08

Nos meus tempos e momentos, nos meus espaços, na cidade linda de Lisboa…

Faria hoje 75 anos. Disse sempre que não chegaria aos 70 e não chegou. E um dia de repente fui acordada por alguém que me dizia que partiu. Não quis acreditar, liguei-lhe vezes sem conta para o telemóvel, tocava, tocava até ouvir a sua voz no gravador. Tentei disfarçar e fui perguntar à Mãe se sabia se tinha ido passar aquele fim-de-semana fora. Os irmãos que eram, e que outros assim nunca mais conhecerei, fê-la perceber que tinha partido. A verdade estava ali nua e crua.
Não sei o que senti. A mistura era tal que nem sei: as lágrimas corriam-me, a revolta, a tristeza de não me ver acabar o curso como tanto queria, as perguntas que dentro de mim se atropelavam: tinha-lhe dito que o adorava? Sabia? Tinha-lhe dito a admiração imensa e o orgulho que tinha em si? Disse-lhe o bem que sempre me fez? Que foi um Pai para mim? Eu sei que onde está sabe disso tudo. Faz-nos muita falta. Como todos.
Era enorme de tamanho, e o seu coração e a sua alma também eram gigantes. Aprendi muitas coisas consigo até na sua morte, porque até na morte foi uma lição para nós. Força da natureza, campeão, um Homem Grande! Morreu como viveu a 300 à hora! No limite sempre. Poucas pessoas se podem gabar de serem como eram os cinco manos. Muito poucas. Fez muito por muita gente. E sei que onde está, está feliz!
Quando me lembro de todos tenho muitas saudades de quando era pequenina. Tome conta de nós, peço-lhe muito. Como a todos os que estão consigo. Olhem por nós. Eu sei que não esquecem os manos.
Parabéns meu querido Tio, meu querido “Pai”! Faz-nos muita falta e todos aí e adoro-o. Adoro-vos. Tenho tantas saudades. Como prometido, (lembra-se?) rezarei por si. Mas agora sou eu que lhe peço com todas as forças do meu coração, reze por mim aí no céu e por nós todos.
Parabéns! Adoro-o!
Maria Teresa
publicado por Sara e Teresa às 00:31

26
Ago 08

Ouçam esta música enquanto lêem:

Stop and Stare - OneRepublic

Se o tempo parasse, se a vida me desse uma pausa, se o ritmo acalmasse, se a espera terminasse,... Mas nada disto acontece e eu permaneço aqui, perdida naquilo a que outrora chamava casa, esquecida no emaranhado que era só nosso. Páro mas rapidamente a vida segue o seu rumo e me empurra em frente...

Queria voltar atrás mas, ao mesmo tempo, queria continuar para o futuro pois os erros são humanos, as falhas são inevitáveis. Contudo, na fraqueza absoluta do meu ser, no espaço de ilusão que me submerge, desejo nunca vos ter conhecido, nunca vos ter tornado parte de mim, nunca vos ter chamado de "amigos"!

Desculpem se sou fraca e inconstante, se me dou por vencida antes de ir à luta; mas prefiro ser feliz na minha fraqueza que infeliz na minha força. E agora aguardo, sem saber bem o que espero; apenas na certeza convicta de que o que  vier será para me pôr à prova uma vez mais. No entanto, desta vez, apesar de não me sentir preparada, anseio por uma nova oportunidade da vida, do espaço e do tempo.

Pois, por mais fraco que esteja o corpo, terei sempre grandeza na alma - e isso ajudar-me-á a seguir em frente; a aprender de novo, a renascer das cinzas em que me transformaram.

 

 

Sara Quelhas

publicado por Sara e Teresa às 19:41

25
Ago 08

A nossa vida, o que vivemos, é fruto e consequência das nossas escolhas e opções. E assim nos vamos determinando, construímos o que somos e o que queremos ser. E muitas vezes são escolhas difíceis e dolorosas, a encruzilhada de caminhos é tanta que vamos andando por tentativa erro. Vivemos à procura e numa zona de cinzento. Há escolhas que não implicam grande coisa mas há as determinantes.

 
Adoro o Nelson Évora. Estou-lhe grata. Muito grata mesmo e as lágrimas corriam-me ao ver subir a Bandeira e a ouvir o meu Hino. Já percorri alguns jogos olímpicos e como tudo mudou!
Obrigada de coração Nelson! Pela medalha e por ter escolhido ser português! É um orgulho. Porque não é só um excelente atleta mas um excelente Homem. Mais importante ainda.
Obrigada Vanessa! Obrigada também pelo que demonstrou ser como pessoa para além da atleta que é.
Obrigada a todos os que lá estiveram mesmo sem medalhas. Porque é muito duro chegar lá, conseguir participar. Exige muito. Muito que eu, por exemplo, não consigo… Obrigada Gustavo Lima porque só quem nunca velejou pode não dar valor e não perceber as suas lágrimas. Quem se riu delas é que foi ridículo. Também eu chorei.
Nunca vi tanta discussão à volta dos Jogos Olímpicos em Portugal. Como há uns anos em Portugal com o futebol. E sobretudo nunca vi o País tão preocupado com os seus impostos! Começo a achar que uma boa campanha é transformar todos os assuntos sérios de Portugal como a economia, o desemprego, o orçamento de estado, a situação que o mundo vive, etc. em modalidades desportivas. Talvez consigamos que os portugueses se interessem e participem de forma activa na cidadania portuguesa. Sobretudo a um ano de eleições. Podia ser que assim não ganhasse, como de costume, a abstenção.
Mas entristece-me a maneira como somos pouco unidos e pouco coesos. Somos nós que damos cabo de nós próprios, os primeiros a bater em nós. E esta falta de coesão entre nós sai-nos muito cara porque não nos torna fortes e competitivos como nação, num mundo cada vez mais competitivo. Começo a achar que bem comum e nós são palavras que não existem no dicionário de muitos portugueses…
Vivemos a cultura do sucesso (bem diferente daquilo que move os atletas verdadeiramente olímpicos como o Nelson, Vanessa, e tantos…) e do sucesso fácil. Não nos apercebemos que temos que lidar o triunfo e o desastre como impostores que são. Mas sabemos julgar e apedrejar imediatamente quem não consegue. Vivemos a religião do sucesso. Quem é verdadeiramente bom não se mete nisto.
Não é a mensagem das olimpíadas a união das nações? Como unir nações se um dos países passa a semana a discutir so diz que disse e nem unido é?
Optar pelo pobre não nos torna mais ricos e optar pelo fraco não nos torna mais fortes. Mas é o único agir verdadeiramente criador de humanidade.
Maria Teresa
publicado por Sara e Teresa às 01:00

24
Ago 08

Porque mais do que textos, há quem mereça uma homenagem

 

Obrigada Nélson!

 

 

Sara Quelhas

 

publicado por Sara e Teresa às 15:01

23
Ago 08

Cresceu dentro de mim um sentimento inigualável e inexplicável, ao qual sempre quisera fugir. Numa incerteza imperfeita duma espera sem fim, acabei perdida num labirinto incompleto mais forte do que qualquer outra experiência de vida. Mergulhei numa idealização platónica de um futuro passado, ao qual jamais saberia escapar.
Realizando-me numa esperança sem nome, num vazio momentâneo, acabei por criar um novo ideal, uma nova vida. Já não sei quem sou - a minha existência tornou-se opaca e inconstante - ferida da vida, cansada de lutar, mergulho no abismo que já não consigo evitar.
Estou perdida porque, pela primeira vez, concretizo e conheço a vida que me foi destinada - renego parte de mim, pois algo mais forte me comanda. Na sobrevivência relativa de uma realidade banal, acabo por construir a ilusão em detrimento da perfeição que escolhi há muito.
Há um todo que me submerge e sufoca - não sei o que sinto, mas sou feliz assim. Consigo escrever entre traços ténues de uma criação inacabada, palavras que jamais ousaria pronunciar. Algo cresceu dentro de mim - algo mais forte do que a minha própria vida e contéudo.
Perdi-me de mim, procuro a saída mas não sei se necessito verdadeiramente. Nego o que sinto com medo de o tornar realidade e não o saber viver. Talvez seja fraca, talvez não saiba o que construir, mas no meio de tantas (des)ilusões e inconstâncias vividas, nenhuma certeza me parece mais forte do que esta: "Amo-te".

 

 

Sara Quelhas

publicado por Sara e Teresa às 22:21

Autoras:

 

Sara Quelhas

Mª Teresa Corte-Real

E-mail:

 

saraeteresa@sapo.pt

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