«Tenho pensamentos que, pudesse eu trazê-los à luz e dar-lhes vida, emprestariam nova leveza às estrelas, nova beleza ao mundo, e maior amor ao coração dos homens» Fernando Pessoa

12
Ago 08

 

 

Cá estou eu a dissertar sobre o segundo tema que a Sara me deu. Tenho tantos sonhos…acho que o primeiro deles é mesmo nunca perder a capacidade de sonhar porque “o sonho comanda a vida”.

 

Alçada Baptista, no “Riso de Deus”, na carta do tio Francisco à Mónica dizia mais ou menos isto: os que sonham a dormir sabem que esse sonho é uma ilusão mas o que sonham acordados sabem que, mesmo que não seja tal e qual como sonhámos, o estofo do futuro será feito desse sonho.
Tenho muitos sonhos, sonhos pessoais, sonhos profissionais, tive sempre. Alguns não foram bem assim como eu sonhei, dalguns tive mesmo que abdicar, outros não os consegui. Mas estes foram dando lugar a outros e, Graças a Deus, até hoje não perdi essa capacidade de sonhar, sonhar sempre.
Mas aprendi, vou reaprendendo na procura e na escuta que faço daquilo que me é dado viver, dos meus tempos e dos meus momentos, nos meus espaços que o meu grande, o maior e o mais completo dos meus sonhos é ter uma vida com sentido. É, se Deus quiser, chegar a muito velhinha, olhar para trás e dizer valeu a pena. Como dizia São Paulo, poder dizer que “combati o bom combate”. Estou em Paz! Esse é o meu grande sonho para que todos os dias, em surdina, me quero preparar: uma vida com sentido. E uma vida com sentido é uma vida de amor e por isso uma vida de risco. Mas a única que vale a pena ser vivida. Uma vida dada, uma vida entregue. Tenho a certeza que se a viver, com luzes e com sombras, quedas e recomeços, mesmo que me magoe e doa, me irei tornando uma mulher livre para pensar e livre para amar de forma incondicional. Porque a liberdade (não é fazer o que me dá na bolha e só começa quando começa a do outro) é o outro nome do amor. Vida entregue para que os outros tenham mais vida. Para mim, ao jeito de Jesus.
Se um dia muito velhinha, olhar para trás, e conseguir dizer valeu a pena, vida cumprida e não vida adiada, então o meu maior sonho ter-se-á realizado! Terei combatido o bom combate!
 
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
 
Maria Teresa
publicado por Sara e Teresa às 08:04

Autoras:

 

Sara Quelhas

Mª Teresa Corte-Real

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